A epístola de Judas
antecede as Epístolas de João, tanto moral como cronologicamente. Na epístola
de João, os anticristos haviam saído do meio dos Cristãos; nesta epístola, os
homens “se introduziram furtivamente”
(Jd 4 – AIBB). A linguagem de Judas é semelhante à de Pedro (2 Pe 2), embora
Pedro enfatize o pecado – “tendo os
olhos cheios de adultério, e não cessando de pecar” (2 Pe 2:14), o assunto
de Judas é apostasia, a rejeição da fé.
Judas adverte contra
aqueles que rejeitaram a verdade por causa do ganho temporal, enquanto isso
exortava os santos a “batalhar pela fé que uma vez foi dada aos santos”
(Jd 3). A apostasia não era uma fase na história da Igreja, mas continuaria até
a vinda do Senhor com Seus santos, como Enoque profetizou: “Eis que é vindo
o Senhor com milhares de Seus santos; para fazer juízo contra todos e condenar
dentre eles todos os ímpios, por todas as suas obras de impiedade, que
impiamente cometeram, e por todas as duras palavras que ímpios pecadores disseram
contra Ele” (Jd 14- 15).
Esboço
O livro começa com a
segurança do crente em Jesus Cristo e termina com louvor a um Deus Salvador,
que é o Único capaz de impedir que caiamos. Entre isso temos três exemplos de
apostasia no Velho Testamento (Jd 5-7), mais três que ilustram a progressão do
mal na Cristandade (Jd 11) e quatro exemplos da natureza, cada um dos quais
termina em julgamento (Jd 12-13). Por causa de sua incredulidade, muitos em
Israel falharam em alcançar a terra prometida. Anjos, que em orgulho se
afastaram de seu estado original, são mantidos em cadeias eternas, aguardando
julgamento. A imoralidade de Sodoma e Gomorra resultou no fogo eterno do
julgamento. Da mesma maneira, esses apóstatas “contaminam a sua carne, e
rejeitam a dominação [governo
– ARA], e vituperam as dignidades [autoridades
– ARA]” (Jd 8).
Em Caim, vemos o homem
e sua religião em violenta oposição à verdade (Gn 4). Balaão disse o que era
necessário, em troca de uma propina, e semeou a corrupção na assembleia de Deus
(Nm 22-24; Ap 2:14). Finalmente, em Coré, temos alguém que se rebelou
abertamente contra o sacerdócio escolhido e santo de Deus, alegando que toda a
congregação era santa (Nm 16:3).
Um apóstata está
duplamente morto: primeiro, por natureza e segundo, em sua rejeição da graça de
Deus (Jd 12). Um navegador, tanto velho quanto atual, encontra o caminho pela
posição fixa e permanente das estrelas. Um planeta não fornece essa âncora e
reside na negrura das trevas (Jd 13). O crente é exortado em quatro coisas:
edificar, orar, guardar e olhar. “Mas vós, amados, edificando-vos sobre a vossa santíssima fé, orando no Espírito Santo, conservai-vos
no amor de Deus, esperando a
misericórdia de nosso Senhor Jesus Cristo para a vida eterna” (Jd 20-21).
Devemos ter compaixão
daqueles que foram apanhados pela influência de outros, embora a roupa manchada
pela carne deva ser odiada (Jd 23). Para o santo de Deus, Judas, com confiança,
oferece esta doxologia: “Ora, àqu’Ele que é poderoso para vos guardar de
tropeçar, e apresentar-vos irrepreensíveis, com alegria, perante a Sua glória,
ao único Deus, Salvador nosso, por Jesus Cristo, nosso Senhor, seja glória e
majestade, domínio e poder, antes de todos os séculos, agora e para todo o
sempre. Amém!” (Jd 24-25).
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